Gatinho de BH participa de estudo internacional para entender por que bichanos amam tanto caixas

  • 23/05/2021

Experimento mostra que os felinos são tão apaixonados por caixas que enxergam o objeto até em quadrados de ilusão de ótica. Conheça o Fuleco, que ajudou a entender esse sentimento. Gatinho Fuleco, de BH, participa de experimento internacional sobre o amor pelas caixas. Letícia Orlandi / arquivo pessoal Um gatinho mineiro de 7 anos, amarelo e tranquilo, foi um dos protagonistas de um estudo internacional sobre o amor dos bichanos pelas caixas – inclusive as que não são caixas de verdade. Fuleco e sua tutora Letícia Orlandi, moradores de Belo Horizonte, foram um dos 30 escolhidos entre 500 inscritos para concluir os experimentos, coordenados por uma pesquisadora do Hunter College, em Nova York, e divulgados neste mês. O estudo mostrou que os felinos, assim como as pessoas, podem ser enganados por ilusões de ótica. E, por isso, também se sentam em formas 2D, desenhadas no chão, que se parecem com quadrados e caixas. Tudo foi coordenado de longe pela especialista em cognição animal Gabriella Smith. Em julho do ano passado, o material para ser impresso foi enviado por e-mail aos participantes. Com papel, tesoura e fita adesiva, os donos foram instruídos a criar várias formas diferentes para os gatos. Isso incluía o quadrado típico, mas também incluía um quadrado ilusório, feito com formas que enganam o cérebro humano, para que a gente veja um quadrado totalmente delineado. Para controle, tinha também uma montagem em que a ilusão não é possível. Assim que as formas fossem colocadas no chão, em vários arranjos, os gatos deveriam entrar na sala. VÍDEO: Teste para gato Letícia conta que nove gatos, entre eles o Fuleco, preferiram o quadrado ilusório (veja no vídeo acima). "Tudo foi filmado. E eu usei até óculos escuros para não influenciar o Fuleco. Ele realmente preferiu o quadrado em 2D. Era abrir a porta e ele se direcionava pro desenho", conta Letícia. Teste seu gato Arte G1 'If I fits I sits' Até o nome do estudo americano brinca com a predileção e com a capacidade dos gatos de se enfiarem em qualquer coisa que pareça uma caixa. "If I fits I sits: a citizen Science investigation into ilusory contour susceptibility in domestic cats" , que numa tradução bem livre fica: "Se me encaixar, eu sento: uma investigação científica cidadã sobre a suscetibilidade ilusória do contorno em gatos domésticos". Gatinho Fuleco com seu certificado de participação no estudo. Letícia Orlandi / arquivo pessoal Para Letícia, que também estuda o comportamento dos bichanos, uma explicação para os bichanos gostarem tanto de caixas é a sensação de que eles se sentem mais protegidos e, ao mesmo tempo, "invisíveis". "A razão mais ancestral vem do fato de o nosso gato doméstico ser predador e presa. No ambiente urbano, em vida livre, ele poderia caçar passarinhos, por exemplo. Mas também poderia ser caçado por cães. Então a caixa dá a ele a sensação de estar protegido dos predadores e invisível para as presas. Mas tem também a sensação de conforto térmico, limpeza e boa textura que principalmente as caixas de papelão transmitem". Mas será que o Fuleco curtiu esse negócio de participar de pesquisa internacional? Letícia avisa que ele foi voluntário e que não era obrigado a nada. E acredita que ele tenha gostado sim. "Primeiro porque, quando eu entrava no quarto pra preparar o material, ele já ficava na porta, doido pra entrar. E depois porque era um tempo que eu tirava só pra ele, né? Isso é muito importante pros gatos e pra qualquer pet que a gente tenha". Fuleco teve vida difícil antes da 'fama' O gato Fuleco tem nome de mascote da Copa de 2014 e hoje está todo famoso. Mas a vida dele começou bem difícil, como a de muitos gatos vira-latas brasileiros. A tutora conta que ele foi jogado por cima de um muro, dentro de um saco plástico numa casa onde havia cães, no bairro Bonfim, em BH. Ele tinha cerca de 3 meses quando foi salvo do ataque e levado para uma clínica veterinária. O gatinho Fuleco e sua dona Letícia. Arquivo pessoal "Eu tinha acabado de perder um dos meus gatos e já tinha dito para algumas pessoas que gostaria de adotar outro. E aí uma protetora me ligou falando desse gatinho. E assim eu adotei meu primeiro gato amarelo", diz Letícia. Fuleco ainda enfrentou sérios problemas de saúde no primeiro ano de vida e chegou a passar por transfusões de sangue e tratamento com células-tronco. Mas hoje é um gatão gordinho, feliz e que está ajudando cientistas do mundo todo a conhecerem melhor esses seres maravilhosos que são os gatos. "Parece uma brincadeira, mas é um super caminho para nos ajudar a entender os felinos", diz a tutora orgulhosa. Brasil tem cada dia mais gatos Gatinha Luísa também é fã de caixas Luciana Kriguer / arquivo pessoal O país tem quase 25 milhões gatos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação. Já os cães são cerca de 55 milhões. Mas a quantidade de felinos nos lares brasileiros cresce mais rapidamente que a de cães. Segundo a mesma associação, de 2018 para 2019 o crescimento no número de cães foi de 1,7% e o de gatos de 3%. Os vídeos mais vistos no G1 MG nesta semana:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/05/23/gatinho-de-bh-participa-de-estudo-internacional-para-entender-por-que-bichanos-amam-tanto-caixas.ghtml


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